27 de dezembro de 2014

MORTEVIDA VIDAMORTE

  A morte fala do que passou, o que foi vivenciado, acabou, ponto final. Final? 
O que fazemos com o the end ?
Esquecemos? 
É possível?
Desejamos que seja ou fomentamos o que ficou para trás intensificando o que não foi vivenciado?
Ficamos atados às pedras por onde passamos por medo da correnteza que a vida nos traz?
Esta, presente no presente, é impulso para o aprender a aprender.

Da morte ganhamos a essência; fortalece as lembranças que devem brincar no ar como bolhas de sabão. Ao brincar constroem o momento com o que fomos. O que ficou do que fomos. O que foi processado. 

Jamais deixaremos de ser o que fomos mas a vida, em seu permanente diálogo com a morte, nos leva a nadar na correnteza medular do momento onde colhemos novidades; renovação.
Vem deste mágico entrelaçamento, onde princípio, meio e fim cantam em uníssono, a trilha sonora para o espetáculo do cotidiano.
Ouvimos? Aprendemos a cantarolar? Deixamos a melodia penetrar pelos poros? Captamos suas vibrações pelos ossos?
Ou nos fazemos surdos, mudos e cegos para não nos aventurarmos no desconhecido?
Lançamo-nos no espaço vital que esta dança nos apresenta? O que perdemos já foi perdido...passou.
O que ganhamos?
Saberemos se estivermos livres para aprender. 
Ou pegamos ou largamos?
O pulsar vital encontra-se na união e reunião de ambos os movimentos.
Mortevida faz o momento valer a pena!

 
 

21 de dezembro de 2014

BRINCANTES





Os processos orgânicos são múltiplos;  os emocionais caóticos. Para que haja ajuste no Sistema é fundamental o uso do foco no objetivo do momento. A dispersão da a.ten(s)ção nos movimentos mecânicos do Corpo Físico é a principal causadora do stresse fisiológico. O estresse emocional fica por conta da falta de consciência da intenção do gesto. A união das duas propostas conduz ao Holo onde encontramos o verdadeiro aprendizado sobre a vida.


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Sentimento e emoção não sabem ler teorias e não conhecem controle porém são processados na mecânica do movimento.
São sensores cujo cerne central vêm da intenção.
Portanto, se os movimentos do Corpo Físico não estiverem bem conscientizados quanto ao "como" dentro da realização, os "porque" e "pra que" perdem o significado desarmonizando o Sistema

7 de dezembro de 2014

FUXICOS...ou serão retalhos?

Exite dentro do meu ser uma carência afetiva tão profundamente enraizada que me assusta a cada pulsar de minhas vísceras. Como aproximar-me deste monstro submarino?




O que faz um Ser buscar a totalidade? O desejo de sobreviver à sobrevivência ou a atração pela solidão? Sim...porque a ligação à natureza humana nos dias atuais, onde a dificuldade de comunicação se amplia cada vez mais, conduz à sociofobia. Isolar-me nunca foi um desejo consciente; assimilei-o ou já era parte minha?



Reconhecer o Holo fora de mim ou até mesmo aprender a conviver com ele é tarefa cumprida; percebe-lo e senti-lo in.mim faz parte da difícil aceitação. Como apresentá-lo à sociedade vigente?

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Nada mais perfeitamente lógico do que o percurso do bolo fecal nos meus intestinos.
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A verdadeira liberdade não me dá asas para voar, mas sim a capacidade sensorial para perceber o valor do aprisionamento.
Sou prisioneira de mim mesma.





Enquanto a razão e a lógica se mantiverem ajustadas na energia de controle, o atrito do fluxo vital é alterado impedindo a equalização harmônica do Holo. O nível da consciência individual é minimizado bloqueando a conexão com a consciência universal. Esta fragmentação causa desregulagem tonal gerando doenças.

9 de novembro de 2014

DICAS PARA O COTIDIANO



1.
Você está esperando algo ou alguém de pé em uma esquina qualquer da sua vida.
Por um minuto, volte sua atenção para seu mundo interior.
Não há necessidade de fechar seus olhos, mesmo porque, é preciso manter a atenção ao que lhe cerca.
Porém, foque-se no peso do seu corpo sobre seus pés; está mais sobre o direito ou o esquerdo? Está bem distribuído sobre os dois? Mais em cima dos calcanhares? Ou sobre os dedos?
Procure ajustar estas sensações ampliando sua capacidade de se auto perceber.


2.
Você está sentado(a) atrás do volante de um carro.
Trânsito intenso.
Tudo parado.
Aproveite e observe-se: coloque as 2 mãos no volante e comece a observar a presença de cada um de seus dedos.
NÃO FAÇA NENHUM MOVIMENTO COM ELES; apenas observe a qualidade do toque de cada um. Qual aperta mais o volante? Qual sente mais? Qual o mais distante?
Escolha o de toque mais suave e comece a fazer com que todos os outros fiquem como o escolhido. Quando todos estiverem harmonizados no toque, observe sua boca.
Deixe a mandíbula se soltar e relaxe os lábios, permita que a língua descanse no "chão da boca".
  

3.
Você está dentro de um ônibus.
Conseguiu lugar sentada(o)? Está em pé?
Se estiver sentada(o) as mãos podem repousar sobre as pernas. Pode ser uma só. Escolha:direita ou esquerda?
Estando em pé, certamente as duas estarão firmemente agarradas aos apoios para não cair.
Observe a qualidade de toque de cada uma das suas mãos. Qual apoia ou aperta mais? Qual dos dedos atrae mais sua atenção? Qual o dedo que você quase não percebe?
Quando descobrir, se quiser, observe os dedos dos pés. Como estão? Onde estão? O que fazem?

Se estiver ouvindo musica, coloque seus dedos para dançar: um de cada vez.
  

4.
Neste momento lhe sugiro que reserve 10 min. para brincar com seus dentes.
Procure um lugar bem confortável para sentar. Coloque um apoio para a cabeça. Feche os olhos.
Comece a passar a língua nos dentes da maxila superior da direita para a esquerda; mantenha a boca entreaberta e os lábios afrouxados.
Acaricie dente por dente com movimentos circulares.
Se surgir vontade de bocejar, deglutir a saliva, ou qualquer outra reação que venha a brotar, realize-as buscando não se desligar do dente onde estava. Retome e siga em frente. Observe sua respiração quando terminar todos os dentes.
Esfregue as mãos e passe-as pelo rosto.
 


5.
Desta vez a dica é para a hora em que vai se deitar. Fim do dia.
de barriga pra cima, coloque as pernas sobre almofadas grandes e coloque as mãos embaixo do quadril com as palmas das mãos para baixo.
Observe seus cotovelos e a qualidade de apoio deles na cama.
Pressione o cotovelo direito contra a cama e observe o grau de elevação do ombro. Sustente por um tempo e depois deixe-o soltar.Na repetição, inspire durante a pressão do cotovelo e solte o ar com vontade quando soltar o ombro.
Repita mais uma vez.
Passe para o ombro esquerdo. 3X no total
Repita o mesmo com os dois braços ao mesmo tempo.
Ao finalizar, retire as mãos lentamente e observe sua respiração. DURMA EM PAZ!




6.

Já incluiu caminhadas no seu cotidiano?
Ainda não?
O que está esperando para curtir este hábito saudável?
Não confunda andar para ir ao trabalho, à feira, à escola dos filhos, ao cinema, ao shopping, às festas e outros atrativos mais, com esta caminhada a qual me refiro.
Estou falando de um momento dedicado aos seus sentidos e mecânicas psico-bio-físicas, ou seja, ao seu Ser com Ele mesmo.
Quando for caminhar.....observe os movimentos do pé de traz.
É ele que lhe conduz para frente. Vem dele o impulso da sua locomoção.
Pequenas gotas de atenção voltadas para ele, irão lhe ajudar a descobrir coisas interessantes sobre sua coordenação motora.
 

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PROJETO GOTAS DE ATENÇÃO